Estivemos em Bogotá no HubSpot Partner Summit LATAM e trouxemos muita coisa na mala
O HubSpot Partner Summit LATAM é um dos eventos mais seletivos da plataforma para parceiros da América Latina. Poucos são convidados. Nosso time esteve lá.
Além das conexões com parceiros do Brasil, Argentina, Colômbia, Peru e México, o conteúdo foi denso e, como era de se esperar, totalmente orientado à inteligência artificial aplicada à operação real das empresas.
Três pontos que vamos carregar para dentro da nossa equipe e dos nossos clientes:
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• WhatsApp ganhou lugar oficial no ecossistema HubSpot. A plataforma anunciou o "WhatsApp Home", uma central de métricas de disparo, performance e usabilidade, com mudanças estruturais na API e a novidade do WhatsApp Coexistence. Para o mercado brasileiro, isso não é luxo, é necessidade. A HubSpot finalmente reconheceu o que quem trabalha com CRM no Brasil já sabe há anos.
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• IA sem estrutura de dados é promessa, não entrega. A frase que resumiu o evento: "Se você não tem informações organizadas sobre o seu próprio negócio, a IA não vai fazer milagre." Antes de qualquer automação inteligente, vem o trabalho de base: dados limpos, processos documentados, arquitetura de dados. Os parceiros HubSpot estão cada vez mais preparados para isso, e nós também.
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• Os grandes CRMs estão liderando com IA proprietária e integrações nativas. Anthropic, OpenAI, Gemini. Quem não tem dados organizados e parceiros capacitados para implementar, corre o risco concreto de perder qualidade de atendimento e ser engolido pelos concorrentes que investiram antes.
Bogotá foi só o começo. Tudo o que aprendemos lá já está sendo traduzido em estratégia para os nossos clientes.
HubSpot + WhatsApp: o CRM finalmente fala a língua do Brasil
Saindo do Summit e chegando nas novidades concretas da plataforma: a integração do WhatsApp com a HubSpot ficou muito mais robusta, e isso impacta diretamente quem usa a ferramenta para vendas e atendimento no mercado nacional.
O que mudou na prática:
- • Relatório nativo de WhatsApp: acompanhe taxas de entrega, engajamento e performance das suas campanhas diretamente no HubSpot, sem precisar cruzar plataformas.
- • Eventos de WhatsApp dentro dos workflows: agora você sabe exatamente qual ação o lead tomou após receber uma mensagem: abriu, respondeu, ignorou. Isso muda o que você pode automatizar.
- • Histórico centralizado: toda conversa sincronizada no CRM, independente de onde sua equipe respondeu.
- • Caixa de entrada compartilhada: o time inteiro com visibilidade sobre as conversas, sem perder contexto.
- • Resposta pelo celular: seu vendedor não precisa entrar na plataforma para responder. A conversa acontece onde ela naturalmente acontece.
Pontos de atenção que valem registrar: grupos não são sincronizados, chamadas de voz via WhatsApp não estão disponíveis e a recomendação da HubSpot é usar um número por vendedor para garantir controle e privacidade.
Além do WhatsApp, outras atualizações relevantes chegaram esse mês:
- • Planos de onboarding estruturados com pipeline, marcos e relatórios nativos: centraliza a gestão de sucesso do cliente dentro da própria plataforma.
- • Encaminhamento inteligente de tickets via workflow: segmentação automática por perfil de cliente, idioma ou região, com roteamento em múltiplas etapas.
- • Central de notificações reformulada: menos ruído, mais controle, filtros rápidos e visualização unificada por canal.
- • Perguntas sugeridas no chat: o agente de IA exibe sugestões apenas quando o usuário abre o widget, eliminando sobreposições intrusivas na página.
- • Tokens de personalização no chat: a mensagem de boas-vindas do robô agora pode usar dados reais do CRM, como nome ou empresa, reconhecendo automaticamente visitantes via cookie de rastreamento.
Se você usa o HubSpot e ainda não revisou sua configuração do WhatsApp, esse é o momento.
🔗 Referência: HubSpot WhatsApp Integration

O Google que você conhecia acabou
No Google I/O 2026, a empresa anunciou a maior reformulação do buscador em mais de 25 anos. Não é exagero, é o que o próprio Google disse.
A lista dos dez links tradicionais começa a ceder espaço para experiências interativas geradas por IA, com elementos visuais criados em tempo real, respostas conversacionais e, em determinados casos, aplicativos personalizados criados sob demanda.
A caixa de pesquisa do Google deixou de ser apenas uma caixa de texto. Agora aceita perguntas longas e conversacionais, permite anexar fotos, vídeos, documentos e até abas abertas do Chrome.
Além da nova interface conversacional, o Google apresentou agentes inteligentes capazes de monitorar assuntos automaticamente, sem que o usuário precise pesquisar o mesmo tema várias vezes. Em vez de apenas responder perguntas pontuais, a IA agora pode agir continuamente nos bastidores, analisando acontecimentos em tempo real e notificando os usuários quando algo relevante acontecer.
O que isso muda para você? Bastante.
Estratégias de SEO construídas exclusivamente em palavras-chave e links azuis precisam ser revisadas. O que a IA do Google vai citar e recomendar nas respostas conversacionais depende de critérios diferentes dos que mandavam na busca tradicional: autoridade, estrutura, contexto e relevância semântica passam a pesar muito mais.
Um dado que circulou durante o I/O dimensiona o que está acontecendo: segundo a BrightEdge, o Gemini triplicou sua participação como fonte de tráfego para sites em poucos meses, saindo de 4,3% no fim de 2025 para 13,2% em abril de 2026.
Se sua empresa ainda não começou a pensar em AEO (Answer Engine Optimization) junto com o SEO tradicional, esse é o sinal.
🔗 Referências: TechCrunch | Mundo Conectado | IT Forum
ChatGPT virou canal de mídia paga e isso muda o seu planejamento de performance
Você lembra quando o Google Ads foi lançado e quem entrou cedo conseguiu CPC ridiculamente barato? Estamos vivendo um momento parecido.
A OpenAI expandiu o lançamento da sua plataforma de anúncios com opção de lance por custo por clique (CPC) e um Ads Manager self-service em beta, permitindo que anunciantes nos EUA criem e gerenciem campanhas diretamente dentro do ChatGPT, sem depender de grandes agências.
A OpenAI processa 2,5 bilhões de prompts diários de centenas de milhões de usuários ativos, com 73% de participação de mercado entre os chatbots de IA. A plataforma gerou US$ 100 milhões em receita nas primeiras seis semanas de operação publicitária.
O que a plataforma oferece hoje:
- • Anúncios aparecem dentro das conversas do ChatGPT (versões Free e Go), sem expor dados privados dos usuários
- • Lance por CPC e por CPM disponíveis
- • API de conversões (CAPI) e pixel de rastreamento para medir o que acontece após o clique
- • Sem gasto mínimo obrigatório, empresas de qualquer porte podem entrar
- • Parcerias com Dentsu, Omnicom, Publicis e WPP para quem prefere operar via agência
O perfil ideal de anunciante hoje é B2B SaaS, serviços profissionais, educação e e-commerce de alta consideração. Se você se encaixa nessa descrição, vale acompanhar de perto.
Por enquanto o acesso está restrito a anunciantes nos EUA, mas a chegada ao Brasil é questão de tempo. Quem entender a mecânica agora chega preparado quando o canal abrir por aqui.
🔗 Referências: Search Engine Journal | Media Post | WebFX

Linkedin é a segunda maior fonte de citações de IA e as vozes dos seus colaboradores são a chave
Esse dado saiu há duas semanas e merece atenção de quem trabalha com geração de demanda B2B.
Um estudo da Meltwater analisou 9,5 milhões de citações de IA em 16 categorias B2B usando o GenAI Lens. O resultado: o LinkedIn é a segunda fonte mais citada por modelos de IA, atrás apenas do YouTube. Ferramentas como ChatGPT, Claude e Microsoft Copilot estão mudando fundamentalmente como as pessoas pesquisam e consomem informação.
Aproximadamente 75% das citações do LinkedIn vieram de perfis de membros individuais, e apenas 25% de páginas de empresas. E mais: pesquisas da 6sense mostram que 94% dos compradores B2B usam LLMs durante o processo de compra.
Traduzindo para a realidade do seu negócio: quando um tomador de decisão pergunta para o ChatGPT "qual empresa de RevOps é referência no Brasil" ou "melhores ferramentas de automação para B2B", a IA busca fontes para embasar a resposta. E o LinkedIn está entre as primeiras que ela consulta, com viés para conteúdo publicado por pessoas, não por páginas corporativas.
A plataforma performa especialmente bem em perguntas profissionais, técnicas ou orientadas à decisão, ficando entre as 5 mais citadas em buscas B2B em tecnologia e SaaS, consultoria e serviços profissionais, serviços financeiros e fintech, marketing e publicidade, e RH e talentos.
O que isso significa na prática: a visibilidade da sua marca no ambiente de IA passa, cada vez mais, pela atividade dos seus colaboradores no LinkedIn. Diretores, gerentes, consultores, as vozes individuais do time constroem autoridade que a página da empresa sozinha não consegue.
Isso é social selling no sentido mais atual do termo: não é sobre vender diretamente nas redes, é sobre construir presença e credibilidade onde as decisões de compra começam a se formar, inclusive dentro das IAs.
A Iasbeck&Co oferece esse trabalho dentro da nossa vertical de Growth Marketing: estruturamos a estratégia de conteúdo para os perfis-chave do seu time no LinkedIn, criamos cadências de publicação e desenvolvemos as narrativas que posicionam sua marca onde os seus leads estão buscando respostas, tanto no feed quanto nas respostas da IA.
🔗 Referência: Meltwater Research — LinkedIn AI Visibility Study | Press Release
O fio que conecta tudo isso
Parece muita coisa para processar de uma vez, e é. Mas há um fio condutor claro em tudo o que trouxemos nessa newsletter:
A jornada do seu lead mudou e os canais, ferramentas e plataformas estão correndo para acompanhar essa mudança.
O Google quer ser o lugar onde a decisão de compra se inicia. O ChatGPT quer ser o canal onde o anunciante chega até quem já está pesquisando. O LinkedIn quer ser a fonte que a IA cita quando alguém pede uma recomendação. E a HubSpot quer ser o CRM que conecta tudo isso à operação de vendas e atendimento, inclusive pelo WhatsApp.
Quem organiza os dados, estrutura a presença nos canais certos e integra isso em uma operação coesa que vai estar no lugar certo quando o lead chegar. Quem não fizer isso vai continuar investindo em mídia e CRM sem conseguir explicar por que o resultado não aparece.
Se você quiser conversar sobre como aplicar qualquer um desses pontos na realidade do seu negócio, é só responder essa newsletter ou falar com o nosso time.
Até a próxima edição.
Equipe Iasbeck&Co