O mercado não está mudando. Ele já mudou. Você está acompanhando?

Se você abriu essa newsletter esperando mais um texto sobre "tendências de IA para ficar de olho", pode respirar. Aqui a gente vai direto ao que importa: o que está acontecendo agora, o que isso muda na sua operação e o que a Iasbeck&Co está fazendo para que os nossos clientes não fiquem para trás. Esse mês foi denso. Voltamos de Bogotá com a cabeça cheia, o Google virou de cabeça para baixo a lógica de busca que você passou anos otimizando, o ChatGPT virou mídia paga, a HubSpot fez entregas importantes para o mercado brasileiro e ainda tem um dado novo sobre LinkedIn que vai mexer com a sua estratégia de conteúdo B2B.

Estivemos em Bogotá no HubSpot Partner Summit LATAM e trouxemos muita coisa na mala

O HubSpot Partner Summit LATAM é um dos eventos mais seletivos da plataforma para parceiros da América Latina. Poucos são convidados. Nosso time esteve lá.

Além das conexões com parceiros do Brasil, Argentina, Colômbia, Peru e México, o conteúdo foi denso e, como era de se esperar, totalmente orientado à inteligência artificial aplicada à operação real das empresas.

Três pontos que vamos carregar para dentro da nossa equipe e dos nossos clientes:

  • • WhatsApp ganhou lugar oficial no ecossistema HubSpot. A plataforma anunciou o "WhatsApp Home", uma central de métricas de disparo, performance e usabilidade, com mudanças estruturais na API e a novidade do WhatsApp Coexistence. Para o mercado brasileiro, isso não é luxo, é necessidade. A HubSpot finalmente reconheceu o que quem trabalha com CRM no Brasil já sabe há anos.

  • • IA sem estrutura de dados é promessa, não entrega. A frase que resumiu o evento: "Se você não tem informações organizadas sobre o seu próprio negócio, a IA não vai fazer milagre." Antes de qualquer automação inteligente, vem o trabalho de base: dados limpos, processos documentados, arquitetura de dados. Os parceiros HubSpot estão cada vez mais preparados para isso, e nós também.

  • • Os grandes CRMs estão liderando com IA proprietária e integrações nativas. Anthropic, OpenAI, Gemini. Quem não tem dados organizados e parceiros capacitados para implementar, corre o risco concreto de perder qualidade de atendimento e ser engolido pelos concorrentes que investiram antes.

Bogotá foi só o começo. Tudo o que aprendemos lá já está sendo traduzido em estratégia para os nossos clientes. 

HubSpot + WhatsApp: o CRM finalmente fala a língua do Brasil 

 Saindo do Summit e chegando nas novidades concretas da plataforma: a integração do WhatsApp com a HubSpot ficou muito mais robusta, e isso impacta diretamente quem usa a ferramenta para vendas e atendimento no mercado nacional.

O que mudou na prática:

  • Relatório nativo de WhatsApp: acompanhe taxas de entrega, engajamento e performance das suas campanhas diretamente no HubSpot, sem precisar cruzar plataformas.
  • •  Eventos de WhatsApp dentro dos workflows: agora você sabe exatamente qual ação o lead tomou após receber uma mensagem: abriu, respondeu, ignorou. Isso muda o que você pode automatizar. 
  • •  Histórico centralizado: toda conversa sincronizada no CRM, independente de onde sua equipe respondeu. 
  • •  Caixa de entrada compartilhada: o time inteiro com visibilidade sobre as conversas, sem perder contexto. 
  • •  Resposta pelo celular: seu vendedor não precisa entrar na plataforma para responder. A conversa acontece onde ela naturalmente acontece. 

Pontos de atenção que valem registrar: grupos não são sincronizados, chamadas de voz via WhatsApp não estão disponíveis e a recomendação da HubSpot é usar um número por vendedor para garantir controle e privacidade.

Além do WhatsApp, outras atualizações relevantes chegaram esse mês:

  • •  Planos de onboarding estruturados com pipeline, marcos e relatórios nativos: centraliza a gestão de sucesso do cliente dentro da própria plataforma. 
  • •  Encaminhamento inteligente de tickets via workflow: segmentação automática por perfil de cliente, idioma ou região, com roteamento em múltiplas etapas. 
  • •  Central de notificações reformulada: menos ruído, mais controle, filtros rápidos e visualização unificada por canal. 
  • •  Perguntas sugeridas no chat: o agente de IA exibe sugestões apenas quando o usuário abre o widget, eliminando sobreposições intrusivas na página. 
  • •  Tokens de personalização no chat: a mensagem de boas-vindas do robô agora pode usar dados reais do CRM, como nome ou empresa, reconhecendo automaticamente visitantes via cookie de rastreamento. 

Se você usa o HubSpot e ainda não revisou sua configuração do WhatsApp, esse é o momento.

🔗 Referência: HubSpot WhatsApp Integration 

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O Google que você conhecia acabou 

No Google I/O 2026, a empresa anunciou a maior reformulação do buscador em mais de 25 anos. Não é exagero, é o que o próprio Google disse.

A lista dos dez links tradicionais começa a ceder espaço para experiências interativas geradas por IA, com elementos visuais criados em tempo real, respostas conversacionais e, em determinados casos, aplicativos personalizados criados sob demanda.

A caixa de pesquisa do Google deixou de ser apenas uma caixa de texto. Agora aceita perguntas longas e conversacionais, permite anexar fotos, vídeos, documentos e até abas abertas do Chrome.

Além da nova interface conversacional, o Google apresentou agentes inteligentes capazes de monitorar assuntos automaticamente, sem que o usuário precise pesquisar o mesmo tema várias vezes. Em vez de apenas responder perguntas pontuais, a IA agora pode agir continuamente nos bastidores, analisando acontecimentos em tempo real e notificando os usuários quando algo relevante acontecer.

O que isso muda para você? Bastante.

Estratégias de SEO construídas exclusivamente em palavras-chave e links azuis precisam ser revisadas. O que a IA do Google vai citar e recomendar nas respostas conversacionais depende de critérios diferentes dos que mandavam na busca tradicional: autoridade, estrutura, contexto e relevância semântica passam a pesar muito mais.

Um dado que circulou durante o I/O dimensiona o que está acontecendo: segundo a BrightEdge, o Gemini triplicou sua participação como fonte de tráfego para sites em poucos meses, saindo de 4,3% no fim de 2025 para 13,2% em abril de 2026.

Se sua empresa ainda não começou a pensar em AEO (Answer Engine Optimization) junto com o SEO tradicional, esse é o sinal.

🔗 Referências: TechCrunch | Mundo Conectado | IT Forum

 

ChatGPT virou canal de mídia paga e isso muda o seu planejamento de performance 

Você lembra quando o Google Ads foi lançado e quem entrou cedo conseguiu CPC ridiculamente barato? Estamos vivendo um momento parecido.

A OpenAI expandiu o lançamento da sua plataforma de anúncios com opção de lance por custo por clique (CPC) e um Ads Manager self-service em beta, permitindo que anunciantes nos EUA criem e gerenciem campanhas diretamente dentro do ChatGPT, sem depender de grandes agências.

A OpenAI processa 2,5 bilhões de prompts diários de centenas de milhões de usuários ativos, com 73% de participação de mercado entre os chatbots de IA. A plataforma gerou US$ 100 milhões em receita nas primeiras seis semanas de operação publicitária.

O que a plataforma oferece hoje:

  • Anúncios aparecem dentro das conversas do ChatGPT (versões Free e Go), sem expor dados privados dos usuários
  • Lance por CPC e por CPM disponíveis
  • API de conversões (CAPI) e pixel de rastreamento para medir o que acontece após o clique
  • Sem gasto mínimo obrigatório, empresas de qualquer porte podem entrar
  • Parcerias com Dentsu, Omnicom, Publicis e WPP para quem prefere operar via agência

O perfil ideal de anunciante hoje é B2B SaaS, serviços profissionais, educação e e-commerce de alta consideração. Se você se encaixa nessa descrição, vale acompanhar de perto.

Por enquanto o acesso está restrito a anunciantes nos EUA, mas a chegada ao Brasil é questão de tempo. Quem entender a mecânica agora chega preparado quando o canal abrir por aqui.

🔗 Referências: Search Engine Journal | Media Post | WebFX 

 

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Linkedin é a segunda maior fonte de citações de IA e as vozes dos seus colaboradores são a chave

Esse dado saiu há duas semanas e merece atenção de quem trabalha com geração de demanda B2B.

Um estudo da Meltwater analisou 9,5 milhões de citações de IA em 16 categorias B2B usando o GenAI Lens. O resultado: o LinkedIn é a segunda fonte mais citada por modelos de IA, atrás apenas do YouTube. Ferramentas como ChatGPT, Claude e Microsoft Copilot estão mudando fundamentalmente como as pessoas pesquisam e consomem informação.

Aproximadamente 75% das citações do LinkedIn vieram de perfis de membros individuais, e apenas 25% de páginas de empresas. E mais: pesquisas da 6sense mostram que 94% dos compradores B2B usam LLMs durante o processo de compra.

Traduzindo para a realidade do seu negócio: quando um tomador de decisão pergunta para o ChatGPT "qual empresa de RevOps é referência no Brasil" ou "melhores ferramentas de automação para B2B", a IA busca fontes para embasar a resposta. E o LinkedIn está entre as primeiras que ela consulta, com viés para conteúdo publicado por pessoas, não por páginas corporativas.

A plataforma performa especialmente bem em perguntas profissionais, técnicas ou orientadas à decisão, ficando entre as 5 mais citadas em buscas B2B em tecnologia e SaaS, consultoria e serviços profissionais, serviços financeiros e fintech, marketing e publicidade, e RH e talentos.

O que isso significa na prática: a visibilidade da sua marca no ambiente de IA passa, cada vez mais, pela atividade dos seus colaboradores no LinkedIn. Diretores, gerentes, consultores, as vozes individuais do time constroem autoridade que a página da empresa sozinha não consegue.

Isso é social selling no sentido mais atual do termo: não é sobre vender diretamente nas redes, é sobre construir presença e credibilidade onde as decisões de compra começam a se formar, inclusive dentro das IAs.

A Iasbeck&Co oferece esse trabalho dentro da nossa vertical de Growth Marketing: estruturamos a estratégia de conteúdo para os perfis-chave do seu time no LinkedIn, criamos cadências de publicação e desenvolvemos as narrativas que posicionam sua marca onde os seus leads estão buscando respostas, tanto no feed quanto nas respostas da IA.

🔗 Referência: Meltwater Research — LinkedIn AI Visibility Study | Press Release

 

O fio que conecta tudo isso

Parece muita coisa para processar de uma vez, e é. Mas há um fio condutor claro em tudo o que trouxemos nessa newsletter:

A jornada do seu lead mudou e os canais, ferramentas e plataformas estão correndo para acompanhar essa mudança.

O Google quer ser o lugar onde a decisão de compra se inicia. O ChatGPT quer ser o canal onde o anunciante chega até quem já está pesquisando. O LinkedIn quer ser a fonte que a IA cita quando alguém pede uma recomendação. E a HubSpot quer ser o CRM que conecta tudo isso à operação de vendas e atendimento, inclusive pelo WhatsApp.

Quem organiza os dados, estrutura a presença nos canais certos e integra isso em uma operação coesa que vai estar no lugar certo quando o lead chegar. Quem não fizer isso vai continuar investindo em mídia e CRM sem conseguir explicar por que o resultado não aparece.

Se você quiser conversar sobre como aplicar qualquer um desses pontos na realidade do seu negócio, é só responder essa newsletter ou falar com o nosso time.

Até a próxima edição.

Equipe Iasbeck&Co

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